O governo turco ordenou nesta quinta-feira (27) o bloqueio do site YouTube, uma semana depois de ter feito a mesma coisa com o Twitter, depois da difusão de nova gravações piratas que questionam o regime, informou a imprensa turca.

A decisão referente ao YouTube foi comunicada aos servidores de internet e as operadoras turcas, informou o jornal Hurriyet em seu site.

Na véspera, a justiça turca ordenou ao governo o fim do bloqueio do Twitter, motivo de uma enorme polêmica a poucos dias das eleições municipais de domingo, que parecem cada vez mais complicadas para o governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan.

Um tribunal administrativo de Ancara, ao qual a oposição parlamentar e várias organizações não governamentais apresentaram recursos, considerou que a medida imposta pelo governo é ‘contrária aos princípios do Estado de direito’ e ordenou à Autoridade Turca de Telecomunicações TIB) o fim do bloqueio.

O governo anunciou que iria acatar a decisão judicial.

Redes sociais
Desde quinta-feira da semana passada, a TIB bloqueava o acesso à rede social, acusada pelo primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan de propagar as acusações de corrupção contra o governo.

Nos últimos dias, Erdogan tentou justificar a medida e denunciou ‘mentiras’ e ‘ataques contra a segurança’ do país. “O Twitter deve respeitar a lei turca”, disse.

‘Não somos uma república das bananas’, repetiu em vários comícios. Na ocasião, o primeiro-ministro ameaçou fazer o mesmo com o YouTube e o Facebook.

O principal partido opositor, o Partido Republicano do Povo (CHP), comemorou a decisão.

‘É impossível deixar que um regime totalitário silencie a tecnologia’, disse um dos vice-presidentes do CHP, Mrehan Halici. Os 12 milhões de internautas turcos conseguiram em sua maioria burlar o bloqueio da rede social. A decisão, no entanto, provocou uma avalanche de críticas à ‘censura’ imposta pelo governo islamita moderado, no poder desde 2002.

Em um clima eleitoral tenso, a oposição acusou Erdogan de atuar como um ‘ditador’ e de querer impedir o avanço das investigações de corrupção que afetam várias pessoas ligadas ao chefe de Governo.

Fonte: G1

Oliveira Lima

Oliveira Lima

Oliveira Lima atua na área de segurança da informação há 10 anos, especialista em Pentest, Analise de vulnerabilidades e Hardering. Dedica-se também a pesquisas e analise de malware. Criou o Blog roothc.com.br, com intuito de manter o publico atualizado sobre noticias do mundo Linux e hacking, alem de dividir conhecimentos e propor debates.
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